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PARKS AND RECREATION

Por Bruno Marukesu •
sábado, 9 de maio de 2020

Ano: 2009
Duração: 22 minutos
Criadores: Greg Daniels e Michael Schur
País: Estados Unidos
Gênero: comédia
Nº de Episódios: 125
Temporadas: 7
Visto em: 10.05.2020

As mentes por trás de The Office nos trazem uma nova comédia mockumentary, mas agora sobre funcionários públicos. Leslie Knope (Amy Poehler), responsável pelo setor de Parques e Recreação da cidade de Pawnee, encontra dificuldades para transformar uma construção abandonada em um parque útil para a comunidade. A série foca também em todos do departamento, que têm ainda suas vidas fora das preocupações do setor.


FAZ TEMPO QUE OUVI falar desta série e sempre com crítica positiva. Infelizmente, a vontade de explorar o gênero comédia não está batendo, e estou muito satisfeito com Mom. Mas ao topar com a sessão de novidades do Globoplay lá estava Parks And Recreation que vinha ignorando desde a Amazon Prime. Respirei fundo e me joguei de cabeça.. E me arrependi amargamente dessa decisão. kkk

 Veja bem, o estilo de filmagem mockumentary - que imita um documentário - não é um dos mais atrativos para quem está acostumado a enredos fantásticos e com personagens tendo feridas profundas sendo exploradas. A formula de Parks de ter os olhares para a câmera e potencializando qualquer detalhe pode tornar-se incomodo e banal. E foi assim que me senti durante os 20 minutos do piloto.

 Temos uma protagonista branca, de olhos claros e cabelo platinado, que claramente não representa uma penca de mulheres; fora que não é apresentado absolutamente nada da vida pessoal da personagem, só que ela é persiste no que ela quer no trampo. Acompanhamos um escritório com personagens secundários nada marcantes podendo ser confundidos até como figurantes. E novamente, nada da vida pessoal deles revelado, nenhuma ponta.

 Perdi meu tempo acompanhando uma rotina nada atrativa de trabalho. E essa é a realidade da vida humana assalariada. Nem todo emprego é empolgante e a fofoca se tornar o prato para saciar a carência de agito no dia. Ver isso ser retratado na série me causou monotonia.

 O plot da série é insosso e me fez pensar que ela nasceu em uma época ainda em recuperação da crise recente dos roteiristas dos E.U.A (2007-2008). Fiquei imaginando que qualquer história estava sendo aceita na TV aberta para alimentar os buracos das grades. Parks And Recreation cumpriu bem o seu papel e se manteve durante fuck 7 temporadas!!!

 A falta de representatividade preta e LGBTQIA+ é gritante. O apagamento desses grupos, logo no episódio que marca o tom de um enredo, foi fator de grande valia para minha experiência não ser nada atrativa mesmo a série contendo em seu elenco, hoje atores famosos, Aubrey Plaza (Legion, Castle, Criminal Minds), Adam Scott (Big Little Liars, The Good Place, The Twilight Zone de 2019) Chris Pratt (The O.C. e os filmes dos Guardians Of The Galaxy) e o comediante cancelado Aziz Ansari (Master Of None).

  Não tenho como recomendar a série, pois ainda darei nova oportunidade para vê se fato melhora após a primeira temporada (como alguns usuários do Banco de Séries relataram). Só deixo o meu aviso que você deve trabalhar o psicológico para não criar muitas expectativas. Pense que é só um piloto para ver durante um desafio (Stranger Pilots, você me desafia) e se joga.
 
CURIOSIDADE: 
 O personagem que Aziz Ansari faz é atirado chegando a dar em cima de uma mulher comprometida e confessar que torce para a chefe dele ficar bêbada para fazer trollagens. Quem diria que o ator seria acusado de assédio sexual, hein. Muita coincidência...

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